Serão trabalhados detalhadamente num primeiro momento os diferentes elementos que constituem a dança dramática do Cavalo Marinho da Zona da Mata Norte de Pernambuco, como “trupés” soltos (passos), jogo do mergulhão, trupés das figuras (personagens), entre outros; com ênfase na corporeidade e diferentes qualidades de energia presentes na dança. Num segundo momento, serão trabalhados diversos elementos técnicos do treinamento do ator, inter-relacionando os princípios comuns presentes no treinamento e na dança, como a transformação do peso em energia, dinâmica das ações físicas no tempo e no espaço, a relação com o chão e com o ar, a energia animal, a relação e o jogo entre atores.
Uma introdução ao famoso treinamento do ator desenvolvido pelo Odin Teatret, aborda a tensão entre técnica e criatividade. A técnica decide a ligação do ator à tradição, enquanto a criatividade decide a especificidade do mesmo na tradição. A técnica é um instrumento de otimização da criatividade e da sensibilidade. O fato é que o corpo do ator absorve o treinamento físico praticado (técnica) e produz uma organicidade e expressão própria (instrumentos que podem potencializar a criatividade).
Foi através do ISTA (International School of Theater Antropology) – criado em 1979 – que Eugenio Barba disseminou uma ideologia própria denominada Antropologia Teatral. É uma ciência sobre o corpo do ator e do dançarino que se concentra na eficácia da “presença de palco”, baseada na interculturalidade. A Antropologia Teatral funde o teatro e a dança e cria uma técnica para o ator contemporâneo.
Esta Oficina será composta por um intensivo de palhaçadas dividida em três workshops com grandes mestres da arte do clown.O aluno inscrito deverá ter disponibilidade para trabalhar nos três Workshops. (É um workshop dividido em três!!!! Ou serão três workshops em um????)
O Curso é uma experiência teórica / prática, um espaço e um tempo de experimentação direcionados à descoberta do próprio e pessoal Clown/Palhaço.
“Todos temos um Clown/Palhaço dentro de nós, a questão é encontrar o caminho até ele” (Jacques Lecoq).
O ofício do Clown/Palhaço reside na liberdade de se permitir ser o que verdadeiramente se é, e de fazer os outros se espelharem e rir de si mesmos na confiança de estar rindo do Palhaço. E isso, requer uma grande coragem. É um exercício de generosidade e risco, às vezes difícil, penoso e doloroso, mais sempre libertador, pois, se provocar o riso é à base da profissão, ativar o pensamento é a ambição e o fim.
Neste curso nos propomos esta árdua e longa tarefa. Longa porque só com muito tempo de “profissão” e prática é que se consegue alcançar um bom resultado.
Árdua porque alem de muita disciplina, se precisa de muita coragem para dar o mergulho necessário nas próprias contradições e “zonas errôneas” que habitam nossa personalidade.
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